O terceiro dia do Festival O Sol da Caparica ficou marcado por um momento que muitos aguardavam há anos: o regresso dos Da Weasel ao concelho de Almada. Perante um recinto cheio, a banda voltou a reunir diferentes gerações num concerto preparado especialmente para esta 10.ª edição do festival.
O Parque Urbano da Costa da Caparica recebeu 25 mil pessoas na noite de sábado, levando o número total de festivaleiros a rondar os 100 mil desde o arranque do evento.
No Palco Sagres, a festa começou com o set de Rich & Mendes, que abriram caminho para a atuação de Soraia Ramos. A cantora cabo-verdiana sublinhou a importância de subir ao maior palco dedicado à música lusófona e emocionou o público com temas como “Nha Terra”. Logo depois, Lon3r Johny manteve a energia em alta com sonoridades urbanas e temas do projeto conjunto com Plutonio, também ele presente nesta edição.
A partir das 23h25 soou o momento mais esperado da noite. Os Da Weasel regressaram com um espetáculo de duas horas que fez ecoar temas intemporais como “Re-Tratamento” e “Força (A Sublime)”. O público correspondeu em uníssono, transformando o concerto num dos pontos mais altos desta edição.
O Palco Bandida ofereceu, em paralelo, momentos de celebração. Francisco Cunha abriu a tarde com ritmos dançantes que se prolongaram até ao pôr do sol. Miguel Luz trouxe a irreverência com canções mais antigas e arrancou gargalhadas quando atirou pastéis de nata ao público durante a interpretação de “Pastel de Nata”. Seguiu-se Mundo Segundo, figura maior do hip hop português, que celebrou os 20 anos de “Brilhantes Diamantes” num espetáculo com convidados surpresa. A noite encerrou com I Love Baile Funk, que transformou o espaço numa verdadeira pista de dança.
No Palco Digital, o protagonismo foi para o projeto Cubinho, conduzido por Vítor Sá, Ricardo Maria e António Azevedo Coutinho. O trio garantiu humor e proximidade com a plateia através da gravação ao vivo do seu podcast.