Bárbara Bandeira acaba de abrir uma nova fase na sua carreira com “Marcha”, o single que dá o primeiro sinal do que aí vem em Lusa: ato II. É uma canção que olha para as raízes portuguesas sem nostalgia e usa a tradição como ponto de partida para um gesto de mudança, coragem e afirmação pessoal.
Inspirado na Procissão ao Mar, em Viana do Castelo, o tema transforma um ritual profundamente português numa história contemporânea sobre despedida e recomeço. Aqui, o luto não é silêncio nem peso. É movimento. Versos que falam de vestir de preto, deixar uma rosa ou bater na madeira ganham um novo significado dentro de uma produção pop intensa, que troca o lamento por libertação.
“Marcha” soa a um refrão quase ancestral, mas com os pés bem assentes no presente. É um verdadeiro ritual de passagem, íntimo e coletivo ao mesmo tempo, que mostra uma Bárbara Bandeira mais madura, consciente da sua saudade, mas decidida a seguir em frente. Mais do que uma canção sobre perda, é sobre escolha e transformação.
Este novo capítulo faz parte de Lusa: ato II, um projeto guiado pelo elemento água, onde tradição e modernidade se cruzam num espaço em constante movimento. Aqui, a portugalidade não é vista como algo fixo, mas como matéria viva, em mudança, onde o passado existe sem impedir o futuro.
Depois de Lusa: ato I, que em 2025 ligou Portugal e Brasil num mesmo universo artístico, Bárbara Bandeira regressa agora com uma proposta mais introspectiva, enraizada e ao mesmo tempo mais livre. “Marcha” marca esse momento de viragem e já está disponível em todas as plataformas, abrindo caminho para o novo EP da artista, que chega no primeiro trimestre de 2026.
Fonte: Sons Em Trânsito
