A 11.ª edição de O Sol da Caparica terminou este domingo com um balanço muito positivo. Ao longo de quatro dias, passaram pelo Parque Urbano da Costa da Caparica mais de 105 mil pessoas, num festival que voltou a cruzar gerações, estilos e diferentes geografias da música em português.

O sábado, 15 de agosto, foi o dia mais concorrido e chegou mesmo à lotação esgotada. A organização destaca ainda uma distribuição de público mais equilibrada ao longo dos quatro dias, comparativamente com a edição anterior.

Mais do que os números, esta edição ficou marcada por vários encontros inesperados em palco. Logo no primeiro dia, Papillon recebeu Bispo e Bárbara Tinoco em atuações surpresa. Mais tarde, já no encerramento do festival, Slow J chamou Prodígio para apresentarem juntos, pela primeira vez ao vivo, o tema “4 de Fevereiro”.

A última noite trouxe ainda outro momento especial. Lon3r Johny fechou o Palco Via Verde com participações de Slow J, ProfJam e Plutonio, transformando o concerto final numa verdadeira celebração coletiva.

Ao longo dos quatro dias, passaram pelo palco principal artistas como Sara Correia, Orochi, Maiara & Maraisa, João Pedro Pais, Calema, Mizzy Miles, Veigh, Vizinhos, Mundo Segundo & Sam The Kid, Nininho Vaz Maia, MC Kevinho, Quim Barreiros e ÁTOA, entre muitos outros.

O festival voltou também a dar espaço a outros ritmos e formatos. O Palco Sagres manteve o recinto em movimento com propostas ligadas ao afro-house, funk, eletrónica e música urbana, enquanto o Palco Jazzy levou a dança para o centro da programação.

Nos bastidores, a dimensão do evento voltou a impressionar. Cerca de 3.000 profissionais estiveram envolvidos na operação, que começou ainda no final de julho e deverá prolongar-se até 24 de agosto com os trabalhos de desmontagem. O recinto contou com três palcos, cerca de 150 contentores, áreas de marcas e estruturas de apoio ao público e aos artistas.

A edição de 2026 ficou também marcada por uma forte preocupação ambiental. Segundo os dados preliminares, as medidas implementadas permitiram poupar mais de 150 mil litros de água potável. Entre as soluções adotadas estiveram a utilização de água não potável em estruturas, a redução do caudal das torneiras e o reforço das casas de banho químicas.

O festival estreou ainda o sistema Volta, criado para melhorar a recolha e o encaminhamento de garrafas e embalagens, incentivando o público a participar de forma mais ativa na reciclagem.

Do ponto de vista económico, os primeiros números apontam para um impacto superior a cinco milhões de euros na Costa da Caparica, em Almada e na região envolvente. A organização refere ainda que cerca de 90% dos fornecedores envolvidos estão sediados na Área Metropolitana de Lisboa.

Com público vindo de vários pontos do país e também do estrangeiro, O Sol da Caparica encerra assim mais uma edição consolidando o lugar que tem vindo a ocupar no calendário dos festivais portugueses.

Entre fado, hip hop, pop, funk, música popular e eletrónica, a mensagem deixada por esta edição foi simples: há espaço para todos no mesmo recinto.

17 de Agosto, 2026