Quim Barreiros estreou-se este ano no Sol da Caparica e saiu do festival com uma homenagem especial. Aos 79 anos e com 55 anos de carreira, o músico recebeu em palco um “Bigode de Ouro”, entregue por André Sardet no final do concerto que abriu o último dia da edição de 2026.
A distinção surgiu como uma homenagem do festival ao percurso de uma das figuras mais populares da música portuguesa. Depois da última canção, André Sardet, promotor d’O Sol da Caparica, juntou-se a Quim Barreiros no Palco Via Verde para assinalar mais de meio século dedicado à música.
“Prometemos que lhe oferecíamos um bigode dourado pelos fantásticos 55 anos de carreira, numa homenagem do Sol da Caparica para o Quim Barreiros”, afirmou André Sardet.
O objeto escolhido para assinalar o momento dificilmente poderia ser mais personalizado. O famoso bigode acompanha há décadas a imagem de Quim Barreiros e acabou transformado numa peça dourada para celebrar uma carreira que atravessa várias gerações.

Antes da homenagem, o músico tinha feito aquilo que melhor sabe fazer. De concertina em punho, levou ao Parque Urbano da Costa da Caparica alguns dos temas mais conhecidos do seu repertório e colocou uma plateia de várias gerações a cantar e a dançar.
“A Cabritinha”, “A Garagem da Vizinha”, “O Melhor Dia P’ra Casar” e “Bacalhau à Portuguesa” estiveram entre as canções que passaram pelo concerto. Pelo meio, houve até espaço para um enorme comboio humano formado no público, numa atuação que levou o ambiente das festas populares portuguesas até ao palco principal do festival.
A passagem pela Costa da Caparica teve ainda outro significado: apesar de uma carreira de mais de cinco décadas e de incontáveis atuações dentro e fora do país, esta foi a primeira vez que Quim Barreiros fez parte do cartaz d’O Sol da Caparica.
